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Bem vindo!

Estação Hogwarts é um blog, cuja a inteção é apresentar fanfictions coletivas com personagens autênticos e suas aventuras paralelas à obra de J. K. Rowling aonde também é inspirado. As histórias se passam durante Harry Potter e a Ordem da Fênix e não possui fins lucrativos.

Agosto 2008 ©

Integrantes


BY TZ

Nome: Cassidy Astarov
Idade: 15 anos.
Casa: Sonserina
Ano: 5º ano
Varinha: Escama de Basilisco, caneleira, 25 centímetros, especialmente flexível.
Personalidade: Numa primeira palavra, Cassidy seria descrita como séria, calada e inteligente. Porém essa é apenas uma das facetas versáteis dela. Sabe ser educada quando quer, revelando-se também uma verdadeira víbora nas poucas horas de vingança. O irmão e amigos próximos descrevem-na como temperamental, geniosa e leal, embora tenha uma certa tendência para ser anti-social. É excêntrica, rica e aristocrática, não perdendo uma oportunidade para mostrar toda a sua cortesia, mesmo que se vista e aja como um rapaz, e não uma dama, o que não é bem visto por parte da família.

BY TZ

Nome: Helena Nerissa Kholer Jones.
Idade: 15 anos.
Casa: Corvinal.
Ano: 5º ano.
Varinha: 19 cm, pelo de unicórnio e mogno.
Personalidade: Helena é uma garota bondosa, criativa e inteligente. Ela é distraída ao extremo, embora seja muito perceptiva e sensível em relação a sentimentos. Tem uma fé inabalável, assim como o dom da tranqüilidade. Assim, mesmo nos momentos mais desesperadores que deixariam qualquer um com os nervos a flor da pele, ela está completamente calma. Normalmente é muito mais gentil e solidária do que brigona. Não costuma guardar mágoas e perdoa com facilidade. É preciso que seja bastante atormentada para transformar-se numa víbora. Mas dificilmente alguém consegue ter raiva dela. Dentre seus principais defeitos, estão a indecisão constante e a tendência a fuga. É muito sonhadora, carinhosa e tímida, tem muita dificuldade em falar em público ou fazer amigos. Tem paixão por livros. Os sonhos premonitórios também marcam presença, já que a sua mediunidade é muito acentuada.

BY TZ

Nome: Douglas Robert Martin.
Apelido: Dougie
Idade: 15 anos.
Casa: Corvinal.
Ano: 5º ano.
Varinha: Vinte e nove centímetros, pêlo de unicórnio, Pinheiro.
Personalidade: Dougie é um corvinal mestiço que algumas vezes o orgulho se torna extremamente inflado, mesmo que algumas vezes até oco, e muitas vezes sendo confundido com um egocêntrico qualquer. Detesta que o subestimem, e que duvidem de sua honra, de sua palavra ou de sua fidelidade. Na realidade, ele destesta perder, pois sempre foi muito orgulhoso. Não mediria esforços para não perder um desafio ou aposta. Retirando isso, ele é uma pessoa muito brincalhona, que sempre brilha sozinho nos círculos sociais. Ele procura desde que entrou em Hogwarts um companheiro ou companheira de brincadeiras, a fim de aprontar todas em Hogwarts, mas nunca achou. Graças à sua esperteza, inteligência e sua capacidade de aprender muito facilmente, foi para a Corvinal.

BY TZ

Nome: Nicole Elizabeth Beker.
Idade: 15 anos.
Casa: Corvinal.
Ano: 5º ano.
Varinha: 29 cm, chifre de unicórnio, salgueiro.
Personalidade: Como toda Corvinal é inteligente e bem humorada. Com sua enorme sede por conhecimento Nicole se torna super atenciosa pelas coisas que se passa a seu redor, ou seja, muito observadora. É uma garota astuta, que não se deixa enganar facilmente. É divertida e alegre tornando-a fácil de conversar e amigável. Com seu raciocínio rápido sempre falar boas coisas na hora certa, ou ela julga ser o momento certo. Pode se dizer que é sensível, como a maioria dos membros da casa, mas isso varia de acordo com o seu humor.

BY TZ

Nome: Catherine Taylor.
Apelido: Cathy.
Idade: 15 anos.
Casa: Grifinória
Ano: 5º ano.
Varinha: 25 cm, pena de fênix, mogno.
Personalidade: Cathy é feminina, desajeitada e muito franca. Gosta das coisas do jeito dela e é um pouco cabeça dura para aceitar conselhos vindo de outros. Adora fazer novas amizades e tem facilidade para conversar com quem não conhece. Ama cozinhar, adora estudar, tem uma gata chamada Niny.

BY TZ

Nome: Misa Kitsune Lawliet.
Apelido: Misa-chan (por ser meio japonesa), Kit (por causa do sobrenome).
Idade: 15 anos.
Casa: Corvinal.
Ano: 5º ano.
Varinha: Cordas de coração de dragão, cerejeira, 33 centímetros.
Personalidade: Misa é uma menina extremamente alegre. Qualquer coisinha lhe faz abrir um sorriso. Também é muito inteligente e estudiosa. Quando senta para estudar ou fazer tarefas escolares, não a incomode, à não ser que queira briga. Adora os amigos e faz o impossível para ajudá-los, se for necessário. É muito carinhosa e sonha com o príncipe encantado. Vive no mundo da lua e, muitas vezes, fala sozinha com amigos imaginários.

BY TZ

Nome: Christine Liesel MacAlderley.
Apelido: Tina, para o irmão e alguns maldosos como "Sra. Certinha" e coisas do gênero.
Idade: 15 anos.
Casa: Sonserina.
Ano: 5º ano.
Varinha: Corda de coração de dragão, azevinho, 32 cm.
Personalidade: Extremamente tímida e desconfiada, Christine tem uma certa dificuldade em fazer amigos. No entanto, como ela e o irmão gêmeo são inseparáveis, eles acabam por compartilhar as amizades conquistadas por ele. Integrante da casa Sonserina, Christine faz jus a tal fato: é astuta, sagaz e de pensamento ligeiro, conseguindo sempre notas admiráveis na maioria das matérias (ao que o irmão alega ser pelo fato dela estudar em demasia). Apesar de seu comportamento um tanto reservado, Christine é uma menina meiga e sensível, embora descobrir tais coisas exija tempo e algum esforço. Este comportamento lhe rendeu a capacidade de ser extremamente observadora e o hábito de analisar a fundo qualquer situação. Christine busca ser sempre bem-sucedida em tudo que faz e é uma CDF de carteirinha: vive na biblioteca ou com um livro enfiado debaixo do braço.

BY TZ

Nome: Cornelius MacAuderley.
Apelido: Sempre chamado de Neal, já que detesta seu nome. Chamado, de vez em quando, de “ô você aí do gorro amarelo”, já que sempre anda por aí com seu velho e surrado gorro amarelo.
Idade: 15 anos.
Casa: Lufa-lufa.
Ano: 5º ano.
Varinha: Fio de cauda de unicórnio, salgueiro, 35,7 centímetros.
Personalidade: É o oposto de sua irmã “gema”, Tina. Neal (Cornelius não, por favor) sempre está fazendo travessuras e contando piadas, mesmo em momentos impróprios. Embora pareça sempre confortável em meio a multidões, sente-se muito mal quando fica sozinho com alguma garota, e a vergonha não deixa que ele diga nada que valha a pena escutar. A timidez de Neal é revelada de vez em quando, e quando aparece, é difícil de ser removida. Quando precisa ser sério - bancar o Cornelius, como ele diz, por achar seu nome “sério” demais – é sério, e como quase todo integrante da casa do texugo, o garoto é leal e justo, e está sempre pronto para ajudar. Não gosta de demonstrar seus sentimentos, talvez por não saber como fazê-lo, mas não é daqueles que acredita que homem não chora. Neal aprecia o bom-humor e é um grande fã dos gêmeos Weasley, e sempre que pode prega uma peça na nova diretora de Hogwarts, além de tentar fazer com que Tina quebre uma regra.

BY TZ

Nome: Carlisle Haken Johnson.
Apelido: Por motivos de poupar tempo, as pessoas costumam chamá-lo de Carl.
Idade: 15 anos.
Casa: Lufa-lufa.
Ano: 5º ano.
Varinha: 25 cm, Crina de cavalo do lágo, salgueiro italiano.
Personalidade: Carlisle é um rapaz tímido ao extremo, orfão de pai foi criado com muito esmero pelo tio materno. Curioso e sagaz, possuí uma sensibilidade anormal e desenha de uma forma maravilhosa, embora seja tímido, possuí um tendencia sobre natural para fazer pessoas se agruparem ao seu redor. Monitor de sua casa, se espelha em Cedrico Diggory como um irmão mais velho.Se tornou triste e melancólico depois da morte de seu ídolo mais próximo, embora,como haje de acordo com o figurino imposto por sua casa, tenta parecer alegre e bem resolvido embora não considere que nenhum vivo pode ser posto em local de admiração.

BY TZ

Nome:Lindellë Luna Ann Monte-Claire.
Apelido: Lin, Linde o que não falta é opção, olha o tamanho do meu nome!
Idade: 15 anos.
Casa: Corvinal.
Ano: 5º ano.
Varinha: 25 centímetros, fio de cabelo de nereida, cerejeira.
Personalidade: Lindellë é uma menina muito feliz, porém não gosta de demonstrar, pois acha burrice uma pessoa ficar alegre o tempo todo. Seu bom-humor e sarcasmo são quase inafetáfeis, pelo menos até alguem fazer piadas sobre seu comportamento, que em geral, não é próprio de alguém de sua classe social. Odeia ser chamada de "patricinha do cabelo cor-de-rosa", geralmente ela atira o que tem em sua mão em quem fez a piada. Como todos os corvinais é bastante inteligente, mas não gosta de demonstrar isso. Com a mãe ela é quieta, não fala sobre nada que diga respeito a escola, os professores ou notas. Seu maior medo é amar loucamente uma pessoa e em troca receber indiferença.

BY TZ

Nome: Mary Jane Priestly Dashwood.
Apelido: MJ.
Idade: 15 anos.
Casa: Sonserina.
Ano: 5º ano.
Varinha: Herdara a varinha de sua avó quando estava para embarcar pela primeira vez em Hogwarts, antes que a mesma viesse há falecer dois anos depois, ela é composta por vinte e seis centímetros de puro carvalho em um punhal de prata que leva o brasão da família gravado, a varinha tem a essência de lágrimas de fênix, talvez por isso ela seja ótima para feitiços de reparos entre as transfigurações.
Personalidade: É a garota mais fútil e mimada de todo o castelo, embora tente ser a mais inteligente também. Gosta de fazer amizades, de ser o centro das atenções e de principalmente receber elogios, onde estiver acontecendo algo ela logo saberá por que corre atrás de fumaça aonde não tem ou ainda não está por vir, mas que breve vai tocar nas línguas de todos. Tem certo dom para ser a fonte das informações, tem um faro sem igual para essas coisas inclusive para a moda, o que mexe com ela a cada dia que passa e a cada mostra de novas linhas criada pelo seu famoso papai estilista. Acostumou-se com o cargo de princesinha da família e de todos, e desde então nunca perde a pose por nada, faz de tudo para conseguir o que quer e na maioria das vezes sempre consegue, não mede palavras para com seus adversários em meio a uma rixa e quando o assunto se trata de laranja ser o novo rosa todos estão bêbados de tanta cerveja amanteigada.

BY TZ

Nome: Jaseen Crooker Fly.
Apelido: Jazz.
Idade: 15 anos.
Casa: Corvinal.
Ano: 5º ano.
Varinha: 36 centímetros, pêlo de unicórnio, salgueiro.
Personalidade: Jaseen é um dos alunos mais populares de sua casa. É um bom aluno de Herbologia e Defesa contra Arte das Trevas. Acredita que o fato dos professores dessa última matéria apenas prejudica o desenvolvimento dos alunos. Pouco simpatiza com os alunos da Sonserina, mas é amigo de Florence Carter, quartanista da casa verde e prata. Sua psique é calma e centrada, talvez o Chapéu Seletor tenha o escolhido para essa casa pois assim sua mente seria moldada para algo grande.

BY TZ

Nome: Rebecca Staton Barrowns.
Idade: 15 anos.
Casa: Sonserina.
Ano: 5º ano.
Varinha: 27 centímetros, fio de cabelo de veela, cerejeira.
Personalidade: Rebecca é uma garota incrivelmente sagaz e ativa, não gosta de pessoas com raciocínio lento ou que levam as coisas muito a sério, sua meta é passar pelo colégio com notas regulares e muita diversão, sua família puro sangue possui uma grande fortuna, por isso seu futuro está garantido, procura incansavelmente atividades para preencher seu dia, que geralmente acabam sendo torturar professores e alunos da lufa-lufa (ela os despreza), por ser bonita e engraçada é muito popular, mas rejeita qualquer relacionamento profundo com o sexo oposto. Seu maior sonho é poder jogar quadribol no time da casa.

BY TZ

Nome: Aimee Belle Swan Rousseau.
Apelido: Bell, Bells e Aymi.
Idade: 15 anos.
Casa: Corvinal.
Ano: 5º ano.
Varinha: 30 centímetros, cedro, pena de fênix.
Personalidade: A palavra chave para definir Aimee seria “Boêmia”. Sonhadora, romântica, curiosa, e tímida, a garota tem uma aura de inocência pairando sobre si, apesar de, quando irritada, é extremamente fria, quieta e orgulhosa. Confronta-se com questões filosóficas na calada da noite, e lê compulsivamente. Raramente tira notas altas, a não ser quando o assunto lhe interesse, e tem claustrofobia, segredo que guarda a sete chaves. É facilmente corrompida, raramente está aberta a idéias novas, vegetariana desde os doze anos e entusiasta de musicais e protestos pacíficos, fanática por xadrez bruxo e musicas, livros, filmes e desenhos trouxas. Foi posta na Corvinal por sua veia estrategista, curiosidade aguçada e percepção (às vezes).

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sábado, 24 de janeiro de 2009
The Revange, Parte 1 - Claustrofobia


O ar parecia estranho. Estava pesado e com cheiro de mormaço...
Era difícil encontrar alguém que gostasse da aula de História da Magia.A matéria até talvez fosse interessante, mas o professor Binns... O fantasma dava, digamos, um novo sentido a palavra morte.
Aimee não conseguia prestar atenção a nada que ele dizia, então passou a escrever um conto e ilustrá-lo.
Devanear com torres, catedrais góticas, amoras e uma polêmica discussão interior sobre Deus em primeira pessoa parecia muito fácil naquela grande sala bem iluminada, em que os únicos sons eram roncos, risinhos baixos e a voz tediosa e ritmada do professor.
Aymi riscava o pergaminho furiosamente, fazendo as barras de uma jaula mal desenhada, quando uma bola de papel cortou o ar como um míssil e atingiu sua nuca.
Ela virou-se para trás, e encontrou uma garota de cabelos negros e olhos azuis a encarando inquisitivamente.
Não havia nenhum motivo, pelo menos não aparentemente, mas Kisa a perseguia desde o momento em que viera ao mundo. Aimee nunca se dera mal com os irmãos. Na verdade, o mais velho, Laurent, era um bom amigo. Ele influenciara o gosto musical de Aimee, comprava salgadinhos para ela com o salário de um emprego numa loja trouxa e pacientemente levava-a ao cinema. Emmet, o caçula tinha um relacionamento no estilo “não me encha que eu não te encho”, então se davam bem.
Kisa, ou Kissy,como era chamada, parecia odiá-la.
Aymi se abaixou para pegar a bolinha de papel, tomando cuidado para não ser pega por Binns, mas ele parecia tão absorto em narrar uma revolução de trolls ou duendes de que a garota nunca ouvira falar , que ela não teve que fazer muito esforço.
Aimee desembrulhou o pergaminho rudemente amassado e o leu.

Quero falar com você.
Me desculpe pelos últimos anos...
Me encontre no corredor do banheiro da Murta depois do jantar.
Kissy =)


Aimee franziu o cenho. Ela só podia estar de brincadeira! Quinze anos de inimizade inexplicável seriam ignorados assim... Inexplicavelmente... Mas o que começa sem nenhum motivo pode terminar sem motivo também? Será que Kisa realmente estava hasteando a bandeira branca?
A francesa balançou a cabeça desnorteada e se virou em direção à gêmea.
Kissy olhava para o caderno, tentando mascarar o que estava sentindo. Um segundo depois, ela se virou para a irmã e sorriu. Um sorriso genuíno. Ela sem dúvida queria parar de travar uma batalha com Aymi.
Aimee retribuiu o sorriso, então, percebendo que Kisa sustentaria o olhar por algum tempo, ela voltou sua atenção para o caderno, e retomou os rabiscos.

Foi uma aula muito proveitosa para Phoebe, a protagonista do conto. Aymi reparou que ela era estranhamente apática e vazia... Sem gostos, desgostos ou emoções. Ela havia sobrevivido há um cárcere por dezesseis anos, sem contato com qualquer criatura viva, e mesmo assim falava inglês, francês e alemão, sabia assobiar, conhecia como ninguém a mitologia celta e pulava amarelinha em sua masmorra.
Apesar da estranheza da garota pálida e esquelética, que nunca conhecera nenhum ser humano além dela, Phoebe tranqüilizava Aimee.
A aula acabara e era a tão esperada hora do jantar. Aimee não tinha nenhum apetite, mas enfiou alguns pedaços de pão e algumas garfadas de espaguete goela adentro, por pedido de Edwin, seu melhor amigo.

- Aymi, se continuar a não comer nada vai acabar sumindo. – Ele meneava a cabeça impaciente, tentando forçar um punhado de framboesas na boca da garota.
- Eu já disse que estou sem fome! – Protestou ela, empurrando a mão dele para longe
- Bells, é sério, se essa história de vegetarianismo não te matar, comer pouco é que vai. Sem contar que o Laurent me daria uma surra se você ficasse anêmica!
- É... E o meu pai ia fazer carne seca com o que sobrasse! – Ela riu amargamente, surpreendida com seu humor negro.
- Você vai mesmo ir atrás daquele diabrete? – Edwin perguntou enquanto analisava uma mecha do cabelo claro caindo na frente dos olhos.
- Eu vou! – Aimee anunciou majestosamente, se levantando e apanhando os cadernos – E ela não é um diabrete!
- Veremos! – Ele murmurou, girando as orbes negras para o prato com arroz, salmão grelhado, batatas souté e um resto de frango.
-Okay, mas me passe umas framboesas... Elas podem ser úteis! – brincou ela
- Se quer derrotar a sua irmã e as macacas que andam com ela, vai precisar de uma artilharia mais pesada... Se quiser eu te ajudo a carregar as melancias! – Edwin disse, entregando as frutas para ela. Ele parecia sério, mas Aymi resolveu encarar com uma piada.
- Você se preocupa demais, Eddie! – Ela riu
- E você de menos, Bells... – Ele meneou a cabeça novamente – Qualquer coisa dê um berro que eu apareço com uma armada de aurores, e se bobear a força tarefa alienígena!

Ela revirou os olhos e saiu do salão principal.
Com os livros e as amoras nas mãos, ela se recostou na parede, próxima a porta de um armário de vassouras. Não teve que esperar muito, então um vulto alto apareceu.
Kisa tinha as mãos livres, e rumava confiante para a irmã. Tinha um sorriso estranho no rosto... Lembrava o sorriso embevecido do pai na noite de Halloween, quando usava toda a sorte de feitiços para espantar crianças que vinham pedir doces, deixando-as com pesadelos por meses. Um sorriso torto, cheio de júbilo e deleite... Um sorriso sádico. Mas aquele deveria ser o melhor de todo o arsenal de Kissy, então Aimee não ligou.

- Ei, Kis... – Ela acenou brevemente, com os cadernos presos debaixo do braço.
- Belle... – Ela sorriu de uma forma simpática, muito diferente da anterior. – Eu queria pedir desculpas...
- Tudo bem. – Aymi sorriu – Eu já te perdoei...
- Não... Na verdade eu preciso que me desculpe por outra coisa... – Ela murmurou retraída.
- Pelo que? – Aimee perguntou.
- POR ISSO!!!

A voz que gritara não era de Kisa. Vinha de trás de Aymi.
Ela se virou rapidamente, mas não o suficiente. Sentiu algo agarrando seus ombros e a puxando para trás. A única reação da garota foi berrar “Edwin” o mais alto que seus pulmões podiam, emitindo um som agudo que ressoou por todo o corredor.
Ela caiu para trás, no ladrilho do piso frio do armário. Estava escuro. Muito escuro.
Aimee remexeu no bolso de trás procurando a varinha, mas ela não estava lá.

- KISAA! – Ela gritou entre soluços
- Ai irmãzinha, eu sinto muito... – Ela riu, acompanhada por outra garota. – Sabe como é, eu tenho que manter a reputação... E eu não me esqueci do castigo do papai quando você disse para ele que eu havia entrado num bar trouxa...
- Mas... Você sabe! Sabe que eu...
- Tem medinho do escuro? – Kisa caçoou – É, sei sim, amor, mas eu não estou nem aí!

Ela e a outra garota desfiaram em coro um rosário de gargalhadas descaradas, então saíram.
Aimee não conseguiu protestar, sentindo o gosto salgado das lágrimas escorrendo pela sua garganta. Ela estava morta de medo.
Aimee tinha claustrofobia, daquelas bem exageradas. Só encostava uma porta quando ia ao banheiro, e olhe lá! Além disso tinha um pouco de medo de lugares escuros e quietos.
Ela dobrou os joelhos e se encolheu. A garota varreu os olhos pelo cômodo e notou uma pequena janela. Deveria ser pequena demais para que ela pudesse passar, aliás, para qualquer pessoa, mas um medo irracional tomou conta dela.
Aymi começou a listar várias criaturas das trevas, sem muito controle sobre o cérebro em pânico, então parou quando chegou aos vampiros.
Obviamente, não um vampiro normal, daqueles que se escondem em porões nas casas velhas, secando corpos de ratos, mas de outras histórias... do mundo todo, e ela sabia demais sobre eles.
Strigoi, Penneggal, Sampiro, Alp, Aswang, Ekkimu, Dearg-Dul, Baobhan Sith, Draugr, Dybbuk, A Gwarch Y Rhibyn, Rakshasa, Tikoloshe e Vrykolokas...
Ela sentiu seus ombros se sacudindo com a intensidade do choro e berrou com a voz alterada. Chamava desesperada por Edwin. Chegou até a gritar pelo diretor da escola e implorar que um Filch ranzinza abrisse a porta para ela.
Aquilo já estava de bom tamanho, era demais. Kisa sabia dos medos de Aimee, ainda sim a jogara naquele lugar pequeno e escuro, em que a mente descontrolada da irmã poderia criar um vampiro sádico que a sugaria como uma fruta ou um demônio hediondo que a estrangularia.
Se Aymi não morresse de medo ou por falta de fluídos corporais aquela noite, Kisa pagaria.


Por Aymi Rousseau